Santo e feliz Natal
O Nascimento de Jesus é um acontecimento histórico que marca toda a história da humanidade. Embora não se sabendo data exacta desse dia, os cristãos não quiseram de deixar de o celebrar, por isso cristianizaram a festa pagã do sol. Na verdade os cristãos olham para Cristo como o verdadeiro Sol, não o astro físico, mas aquele que ilumina e aquece as nossas vidas. O Nascimento de Jesus leva-nos a contempla-lo como o sol que nasce na manhã que não tem ocaso. O Sol que nasce e não se põe.
A história da humanidade tem neste acontecimento um marco, não só por ser o ponto de contagem de tempo (Antes de Cristo / Depois de Cristo) mas porque a história de Deus entra na história da humanidade. Deus torna-se presente na nossa história e no nosso tempo. Desde a criação Deus não deixou de estar presente na história da humanidade, mas agora Ele está dentro dela, o Criador torna-se criatura. Deus ama a sua criação, e ama-a de tal modo que ao assumir a nossa humanidade Ele resgata-nos dos laços perecíveis da criação. Assim, com a Encarnação de Cristo, toda a criação explode de alegria, pois acontece uma nova criação: “Desça o orvalho do alto dos céus e as nuvens chovam o Justo. Abra-se a terra e germine o Salvador” Is 45, 8
Alimentar o corpo e o espírito
Recolha selectiva de alimentos.
Em cada Domingo do Advento e no dia da Imaculada Conceição um alimento Diferente. A recolha dos alimentos será feita no ofertório de cada Missa.
Esta é uma actividade dos Vicentinos, Grupo de Jovens e Catequese
Dias 26/27 Novembro – Óleo alimentar
Dias 3/4 de Dezembro – Azeite
Dia 8 de Dezembro – Leite
Dias 10/11 de Dezembro – Açúcar
Dias 17/18 de Dezembro – Massas / arroz / enlatados
Mais uma vez vamos acolher dois concertos. Um organizado pela empresa municipal EGEAC e outro pelo Coro da Universidade Nova de Lisboa
Noite das Sopas / Magusto
Todos os Santos
Dia 1 de Novembro toda a Igreja celebra a Solenidade de Todos os Santos. A Igreja lembra todos aqueles que, no concreto das suas vidas, foram e continuam a ser exemplo de seguir Jesus, numa entrega total de santidade.
Ligado a esta festa, a Igreja lembra no dia seguinte, dia 2, todos os que viveram a fé e que o Senhor chamou a si. Pedimos que Ele use a sua Misericórdia os acolha no seu Reinio Eterno.
Em verdadeira Comunhão dos Santos iremos celebrar estes mistérios.
Dia 1: Missa às 10h; Vésperas às 19h
Dia 2: Missa às 9h e às 19h
Bom ano pastoral!
Em Julho, no passeio da nossa paróquia ao Santuário de Covadonga, os participantes puderam apreciar três locais que nos despertaram para três sentimentos e mais que isso para três formas de vivermos a nossa fé. Em Covadonga, local de onde partiu a reconquista cristã da Península Ibérica, pudemos perceber a importância do momento da nossa decisão de nos levantarmos e também nós partirmos, ainda que muitas vezes em luta interior, numa reconquistar, redescobrir a fé que recebemos no baptismo e que tantas vezes é esmorecida e apagada ao longo da vida. Em Tordesilhas, e mesmo em Belmonte no Museu das Descobertas, fomos convidados, a exemplo dos nossos antepassados, a levarmos essa mesma fé a todos, sermos evangelizadores, não a novos mundos, mas ao velho mundo que é o nosso, a nossa casa, o nosso trabalho, a nossa rua. Já em Ávila, com Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, descobrimos que só com uma verdadeira conversão interior, em cada um de nós, poderemos levar Cristo aos outros e a reconquistarmos a graça que recebemos no baptismo.
Uns dias mais tarde tivemos a nossa festa paroquial, honrando o nosso patrono Santo Agostinho. Festa simples mas sentida, sem muita gente, é certo, infelizmente foram poucos os que fizeram o esforço para participarem naquela que é uma das mais importantes festa da comunidade. Santo Agostinho também nos ensinou que nunca é tarde de nos voltarmos para Cristo, Nele redescobrirmos a beleza da Vida em Deus e transmitirmos essa alegria a todos os outros.
Ao iniciarmos mais este ano pastoral, deveríamos ter em conta estas três situações da nossa vida de cristão, só assim será um ano renovado e verdadeiramente pastoral.
Pe. Luís Leal
Festa de Santo Agostinho
Ser santo não é para todos…
No passado dia 21 de Maio a nossa Igreja de Lisboa viveu um momento único da sua história. Libânia do Carmo, que nasceu na Amadora, foi baptizada em Benfica e viveu grande parte da sua vida em Lisboa, e como religiosa assumiu o nome de Clara do Menino Jesus, foi beatificada! Este acontecimento, que pode ter passado despercebido para muitos cristãos de Lisboa, foi realmente um momento singular. Uma filha da Igreja de Lisboa vive junto de Deus e pode por nós interceder. É igualmente para todos os cristãos verdadeiro modelo de santidade. A beatificação da Madre Clara alerta-nos para a necessidade de vivermos a santidade que recebemos no baptismo no quotidiano da nossa vida. Mostra-nos ainda que a Santidade não é para alguns mas para todos, todos podemos (e devemos) ser santos. No Séc. XIX Libânia viveu num Portugal politicamente difícil, onde a liberdade religiosa não era uma realidade, um Portugal socialmente pobre e num Portugal religiosamente amorfo. Mas todas estas dificuldades não a desmotivaram. Pelo contrário, ela soube ser diferente e ser para o seu tempo verdadeira luz de esperança. Ao assumir o nome de Clara do Menino Jesus, Libânia quis mostrar que a sua vida era pautada pela contemplação e despojamento de Clara de Assis ao mesmo tempo que de entrega à humanidade com a ternura de Deus Menino. Assim a sua vida foi uma entrega total a Deus em entrega total aos mais necessitados. Hoje, tal como no séc. XIX a Igreja de Lisboa necessita urgentemente de Santos como Madre Clara. Necessita de mulheres e homens que entreguem as suas vidas a Deus e aos irmãos. Necessita de mulheres e homens que se deixem tocar e apaixonar por Cristo. Pois ser Santo não é para todos… é apenas para aqueles de se deixam tocar por Cristo e procuram viver em cada dia o baptismo que receberam. “Sede Santos porque Eu sou Santo” (1Pe 1, 16) Pe. Luís Leal






